sábado, 31 de agosto de 2013

Poemas de Natal para 2013

Manoel de Barros escreveu que a poesia era "voar fora da asa". Em outra ocasião, Manoel de Barros escreveu "há muitas maneiras sérias de não dizer nada, mas só a poesia é verdadeira". Já o curitibano Leminski, escreveu "Fazer poesia, eu sinto, apenas isso./ Dar ordens a um exército, para conquistar um império extinto". As várias ideias sobre o que eu é a poesia acabam convergindo mais ou menos para o mesmo epicentro: poesia é confundir estrelas com vaga-lumes.

No Brasil, temos diversos poetas famosos. Ainda assim, o consumo de livros de poesia e o hábito de lê-las (e recitá-las) com frequência é um tanto raro.

O Natal de 2013 está aí e, nesta ocasião tão especial, nada melhor do que ler e compartilhar alguns poemas de natal.

Um dos poemas de natal mais famosos é o de Vinícius de Moraes, que se chama exatamente poema de natal. Segue o poema completo e, a seguir, confira um vídeo com os atores Ricardo Blat e Camila Morgado recitando este lindo poema do clássico Vinícius de Moraes.

Para isso fomos feitos:Para lembrar e ser lembradosPara chorar e fazer chorarPara enterrar os nossos mortos —Por isso temos braços longos para os adeusesMãos para colher o que foi dadoDedos para cavar a terra.Assim será nossa vida:Uma tarde sempre a esquecerUma estrela a se apagar na trevaUm caminho entre dois túmulos —Por isso precisamos velarFalar baixo, pisar leve, verA noite dormir em silêncio.Não há muito o que dizer:Uma canção sobre um berçoUm verso, talvez de amorUma prece por quem se vai —Mas que essa hora não esqueçaE por ela os nossos coraçõesSe deixem, graves e simples.Pois para isso fomos feitos:Para a esperança no milagrePara a participação da poesiaPara ver a face da morte —De repente nunca mais esperaremos...Hoje a noite é jovem; da morte, apenasNascemos, imensamente.

Agora confira o trecho do filme em que tal poema é recitado emocionalmente:



Outro poeta famoso que registrou versos sobre o Natal é Fernando Pessoa, o poeta dos heterônimos. Confira abaixo o lindo poema de Fernando Pessoa sobre o Natal:

O sino da minha aldeia,
Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
Soa dentro de minha alma.

E é tão lento o teu soar,
Tão como triste da vida,
Que já a primeira pancada
Tem o som de repetida.

Por mais que me tanjas perto
Quando passo, sempre errante,
És para mim como um sonho.
Soas-me na alma distante.

A cada pancada tua,
Vibrante no céu aberto,
Sinto mais longe o passado,
Sinto a saudade mais perto.
Confira mais alguns poemas de natal:

Poemas de Natal

Poemas de Natal para 2013

Poesias de Natal para 2013

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